quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Marlon

Todo dia havia um confronto na vida de Marlon. Mesmo tentando ficar sóbrio e lutar contra o seu ego, Marlon sofria dia após dia. Tudo que Marlon tinha era um P.C, uma espada, um arco-e-flecha, um celular e dezenove anos. Cobiçava sempre mais, lutando dia após dia contra seus vícios e sua maior depressão, que era está sem namorada. Marlon tinha alguns amigos e inimigos, nada de mais, a não ser por dois melhores amigos de infância que sempre estiveram ao seu lado.

Hoje Marlon recebeu um convite que mudara sua vida. Foi chamado para trabalhar em um bar no qual frequentava, sendo que seu amigo Igor que conseguira a vaga. Embora fosse diarista Marlon estava bem consigo de trabalhar em um lugar que gosta.
Todos os dias Marlon frequentava o bar mesmo não estando trabalhando, para ficar sempre com seu amigo Igor, isso sempre acompanhado de Rafael, No qual era o segundo amigo e de mais tempo que conhecera porem o menos intimo em comparação com Igor. Esta frequência ao bar o fez se afastar mais de seu ego e o aproximando cada vez mais de seus problemas. Como seus pais estavam velhos e sem controle da vida de Marlon, o menino foi se afundando em drogas cada vez mais.
Em um mês trabalhando no bar só para pagar seus vícios, Marlon esteve perto da morte muitas vezes, a cada dia uma droga, a cada dia uma vida nova. Mesmo querendo lutar contra seus vícios, seus amigos entendiam isso e procuravam sempre ajudar. Mesmo com toda ajuda de sua irmã mais velha, Marlon tinha problemas em respeita-la. Depois de um mês seu cunhado foi ao bar ver como estava Marlon, deparou com um rapaz que suava atrás do balcão, tentando realizar todos os pedidos possíveis sem errar. E quando a madrugada ia se aproximando, Marlon fica mais bêbado. E toda sexta, chegava às sete horas da manhã em casa. O bar as sextas fechava tarde, mesmo assim, toda sexta era a mesma coisa. Chegavam juntos com o sol na rua, seguindo direto com Igor e Rafael para casa de Rafael, beber mais algumas garrafas e fumar um baseado para dormir. Era a mesma coisa que a mãe de Marlon e a mãe de Rafael faziam na idade que Marlon tem hoje.
Mas Sábado era o dia mais esperado por Marlon, Era o dia onde o bar sempre lotava de meninas bonitas. Meninas e mulheres que deixava Marlon excitado. Sábado era o dia mais divertido. E neste sábado houve algo inexplicável para Marlon. Quando estava recolhendo as garrafas de cerveja das mesas e do chão, Marlon se deparou com uma mulher loira, mas velha e muito charmosa, além de tudo divertida. Houve uma troca de olhares, houve um convite e uma gorjeta. Marlon logo se gabou com os olhares, quando chegou ao balcão foi logo contando para Igor. Pela segunda ida às mesas. Marlon percebeu que talvez o amor da sua vida tenha escorrido pelas suas mãos mais uma vez.
Quem sabe ela volta no próximo sábado. Ou quem sabe ele não esteja no próximo.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Nossa Dor

Cresça sem se preocupar.
Sempre sua dor será maior.
Ame-se e ame o próximo.
Assim saberá que as outras dores também são importante
A dor do próximo lhe servirá de aprendizagem
E assim aprenderá a conviver. 

Seguimos nossas vidas tendo que ter postura.
Seguimos uma postura de uma doutrina, de uma conduta, de um alguém.
Vivemos nossas vidas atuando e driblando o contexto de viver.

Vicius Paiva




O quê?

Seus dias passam como o vento de inverno
Seus dias vivem como a plantação de outono
Sempre correndo contra suas vontades de primavera
Sempre vivendo com um falso sorriso de verão

Tudo vem e tudo vai como uma neblina venenosa
Feito de tudo ao veneno de seu ser e buscando sobreviver
Um novo dia qualquer, mais um alguém a nascer
Uma mãe, um pai, um novo ser, um novo alguém a nascer.
Frutos de vidas distintas e modificadas após uma luz.
Deixar de ser o que és para ser um novo ser, devido um novo nascer.


Vicius Paiva






quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Mais um Dia

Tudo que passamos se reflete cada vez mais nos nossos olhos, pele, cabelo, pés, mãos, unhas e até em nossa alma. Nos prendemos em pequenas coisas, somos seres humanos e não nos preocupamos muito com o tempo. Vivemos nossa juventude em cada momento. Nos perdemos e nos encontramos em cada encontro de nossos pensamentos; de que, e o por que de estarmos como estamos.


domingo, 21 de setembro de 2014

Procurando

Procurando caminhar
Procurando amar
Procurando trabalhar
Procurando dirigir a vida
Não só procurando como se perdendo

Não me liberto agora, mão me digo adeus
Eu quero só dirigir sozinho o que Deus me deu
Eu fiquei perdido em um tempo que não é meu
Solidário, disse adeus.

Procurando correr
Procurando se apaixonar
procurando se manter
Procurando encontrar um canto para viver
Não só procurando como tentando encontrar

Minha liberdade é minha, não pertence a ninguém
Eu já corri de muitos caminhos mal acompanhado das minhas próprias ideias.
Eu tentem ser alguém por está a frente do meu tempo
Eu matei o meu ego com amor, paz e simplicidade.

Vicius Paiva

sábado, 20 de setembro de 2014

Apenas o nós de nós mesmo.



Podemos pensar o que é Deus?
Um Deus meu ou um Deus seu?
Talvez um Deus nosso!
Se Deus fosse um de nós, é claro que ele não falaria que é deus.
Apenas andaria nas ruas
Admirando sua cria.
Sofrendo com ela até o ultimo momento.
Curtindo o tempo se atrasando
Para mais um dia de trabalho
Apenas curtindo as paisagens
Paisagens de ruas
Paisagens vivas de histórias
Mas só Deus para entender
É por isso que tudo existe
Deus entende e ama.  

Vicius Paiva


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Todo para sempre, sempre acaba.



Todo imperfeito momento.
Sempre vem no momento errado.
Um momento eternizado
Um momento único seu
É lembrado em mais um dia
Em perfeito estado comum
Em uma hora qualquer
Contando vezes em que passara bem
Pensando baixo pelos atos
Ou só pensando em mudar
Talvez só pensando em sofrer.
Seus erros o mostram a verdade
Então ele que mude
Então ele que sofra
Então eles casam
E talvez se separem.

Vicius Paiva 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Só as vezes

As vezes perdemos o sentido da vida.
As vezes pensamos em mudar .
As vezes doe.
As vezes passam.
As vezes morrem.
As vezes os controles mudam.
As vezes somos de ferro.
E em algumas vezes queremos ser de ferro.
Mas tem vezes que não tem vez.

domingo, 20 de julho de 2014

Inverno

O inverno chegou e com ele vem nossa vontade mutua de nos guardar. Planejar o futuro e rever nosso contesto. Buscar muito mais do que se foi trabalhado no Outono. Se guardar para prosperar na primavera. Não fugir da labuta. Não fugir do medo e de seu destino. O inverno está ai. Louvemos a Deus. Louvemos ao Sabhat.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Só Por Mim

"Tentarei viver sem medos
Tentarei viver sem dor
Tentarei viver sem me acomodar
Só por hoje tentarei viver

Caminhos cruzados e transformado
Com o poder superior transmutado
Convivendo com propósito graduado
Retrospectiva do meu ser guardado
Esquecido, mas agora fortificado

Tentarei viver e me doar padrão
Tentarei sobreviver ao temporal
Não temerei aos raios
Passarei pela neblina sem me queimar
Não temerei a tempestade
Não temerei ao abismo e nele não buscarei ajuda.

Vicius Paiva


sábado, 14 de junho de 2014

O lado meu de ser


"Não espero o propósito
Não almejo o  desdém
Não confronto meus pecados

A minha luta continua dia após dia
Eu o inimigo meu.
A pior luta contra o mal
É a luta contra seu próprio ser.
Dialetos não ajudam em nada
Quando não se persegue o querer
Todos os deuses lhe levarão para o céu
Mas suas pernas que abriram caminho.

Ostentar um olhar, um sorriso ou um copo.
São seus caminhos abertos ou perdidos.
Trilhar sem ousadia não é determinação
Onde não há determinação não há compaixão.

O sangue limpo correndo pelo corpo
O suor tóxico que contem nossos pecados
O contesto da mentira que contamos para dormir em paz. 

Vicius Paiva



sábado, 7 de junho de 2014

Multiplicai-me

Multiplicai-me pelo seu nome
Multiplicai-me pelos nossos contextos
Multiplicai-me pelos nossos erros
Multiplicai-me pelo nosso suor
Multiplicai-me pela nossa beleza
Multiplicai-me pela nossa ingenuidade
Multiplicai-me pela nossa sacanagem
Multiplicai-me pelo sonho de um cidadão
Multiplicai-me pela nossa nação.



Vicius Paiva







O bar as sextas fechava tarde, mesmo assim, toda sexta era a mesma coisa. Chegavam juntos com o sol na rua, seguindo direto com Igor e Rafael para casa de Rafael, beber mais algumas garrafas e fumar um baseado para dormir. Era a mesma coisa que a mãe de Marlon e a mãe de Rafael faziam na idade que Marlon tem hoje.
Mas Sábado era o dia mais esperado por Marlon, Era o dia onde o bar sempre lotava de meninas bonitas. Meninas e mulheres que deixam Marlon excitado. Sábado era o dia mais divertido. E neste sábado houve algo inexplicável para Marlon. Quando estava recolhendo as garrafas de cerveja das mesas e do chão. Marlon se deparou com uma mulher loira, mas velha e muito charmosa, além de tudo divertida. Houve uma troca de olhares, houve um convite e uma gorjeta. Marlon logo se gabou com os olhares, quando chegou ao balcão, logo contando para Igor todo acontecimento, Igor como sempre muito atrapalhado em contar o dinheiro e administrar as garrafas, piscou e sorriu, acenando com a cabeça.  Pela segunda ida às mesas. Marlon percebeu que talvez o amor da sua vida tenha escorrido pelas mãos mais uma vez.
Quem sabe ela volta no próximo sábado. Ou quem sabe ele não esteja no próximo sábado. 
 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O Lado Meu Do Teu

"Como você é incapaz
Como você se mostra
Como você se sente

Mas como se você não é meu
Não quero o seu querer
Não quero o seu sofrer
Nem espero o acordar
Não te quero no meu braço
Em um dia de domingo
Não espero o seu chamar
Pelas brigas que tivemos
Não espero você chegar
Iludindo meu pensar
Desfazendo meu amar
Como você é perdido
Como você é mordido
Como você se sente depois
Como como você seria meu

Eu não quero saber o seu perder
Eu não quero mais você


Vicius Paiva"

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Como Tatuagem Sobre a pele



(...)

   -Quero lhe contar uma história filho... - vinha de encontro a sala e se jogava no sofá. Caia como pluma e se aconchegava entre dois corpos de homens magros. Dançando como gato, a Bruxa se movimentava. Abraçava os corpos como uma família feliz.
 -  Todo aquele ódio dentro daquele ser. tudo aquilo tão indefinido de pensar e infeliz de ser, o que és ela.  -  Pensava David

Caminhava sempre como um gato. Seguia a Bruxa na direção de David. O rosto de David tremia cada vez que via a Bruxa feliz.
  - Como um ser de tal perfeição pudera ser tão venenoso. - Pensava David sempre que sua mãe o tocava. Sabia que ela tinha um ciúme mortal de seu pai. - Então David respondia sempre um sim sorridente e corria para cozinha. Onde a Bruxa passava mais seu tempo.

(...)

domingo, 1 de junho de 2014

Conter

Vivemos no pensar de ontem
Pensando que sempre tudo irá melhorar
Vivendo sempre um pouco mais
Um pouco mais de que?
Um sonho
Um dia
Uma vida a menos

Vicius Paiva









Nos anos 80 Tudo era estranhamente novo. Tudo começou a mudar, surgiram os novos dos novos. Um novo som, um novo ano, uma nova época.
Nascemos de um mundo novo, vivemos em um mundo novo, seja sempre novo e se renove a cada dia. Cresça e se transmute, se reinvente, se transforme, se descubra.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

No fim...

Tudo na vida contem inicio, meio e fim. Sabemos que em algum lugar em nossas vidas, já vimos de tudo, tivemos diversos contextos, descobrimos diversos segredos, ou não.
Somos pessoas diferentes, em lugares diferentes, vivemos vidas diferentes e sempre com aqueles status; O mais rico, o mais pobre, o mais de classe média alta...
Sempre colocamos motivos a frente de algo. Justificamos sempre o maior ou menos erro.
Seguimos adiante com nosso erro e escondemos de nós mesmo cada pecado cometido. Sujamos e limpamos nosso ser, nossa alma e nosso ego.
No final apenas sorrimos ou choramos, ganhamos ou perdemos, ou terminamos nosso sonho e então morremos, deixando tudo para o outro ser brigar, administrar ou perder. No fim nada sobra, vamos com nada pra lugar nenhum.
Alguns se tornam imortais, outros fundadores, e muitos apenas mais um, um papel, um número, um chip.


Vicius Paiva


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Irmão?

"Irmandade, não é só ser irmão
É compartilhar o ato de viver
Sempre contestar com o contesto
Sobreviver ao tempo imortal de sempre ser irmão
Ter tempo infinito pela família
Sobreviver ao tempo infinito do amor
Esclarecer o julgamento perdido
Permitir reconhecer o erro pessoal
Diante daquele que sabe ensinar.


Max Barcellos e Vicius Paiva"





quarta-feira, 21 de maio de 2014

Pesadelo

Matei a vontade com um beijo
Desfrutei de toda minha insanidade
Quebrei todos meus medos
Me transformei no meu pior pesadelo


Vicius Paiva







Eu sou poeta e não aprendi a amar...
Bobeira é não viver a realidade