"Carente, só tu
Carente, só ele
Carente, só nós
Carente, só vós
E o carente, sempre presente
E o carente, sempre carente.
Vicius Paiva"
- Fatos me levam... - Falava um rapaz que se engasgava em cada palavra no meio do trem ao telefone.
- Carente é aquela filha da puta que não larga do pé do meu marido... - Pensava uma jovem que não gostava do tom de seus cabelos amarelos e odiava a sogra.
- Eu consigo aguentar até chegar em casa. Vamos menina. - Pensava bem baixinho uma jovem morena que amava seu tom de cabelos amarelos.
- Meu deus, adorei saber que a Alinne é uma vaca, Já sei que não devo apresentar o Marcelo e nem convida-la para minhas festas... - Pensava uma menina mais velha com um leve sorriso no rosto. O qual a deixava feliz de se ver.
- Almir pensa que é quem? - Olhava a odiosa dos cabelos amarelos para menina - E essa retardada com cabelos ridículos e esse sorrisinho... IIIIIII fodeu ontem... Parabéns piranha. - Olhava para o sorriso no rosto da menina. - Como se meu sorriso não fosse mais bonito. - Sorria uma jovem dos lindos cabelos amarelos, com um corpo escultural de parar o trem, Neste dia não estava feliz, mesmos assim seu sorriso parava o trem.
- (...) Quem nunca brincou de serra serra serrador? (...) Epa epa... olha ela toda sorridente. Deu ontem... Ta toda toda. - Pensava a morena dos cabelos amarelos olhando para menina. - OLHA A PUTA RINDO JÁ PRA ALGUÉM. - Virava rapidamente o rosto para linda mulher sorridente que ali estava no trem. E sorria também, levemente no olhar.

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